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FACULDADE DE ENGENHARIA DEBATE A QUALIDADE DA ÁGUA E FITORREMEDIAÇÃO

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FACULDADE DE ENGENHARIA DEBATE A QUALIDADE DA ÁGUA E FITORREMEDIAÇÃO

A Faculdade de Engenharia da Universidade Católica de Moçambique realizou, no dia 17 de Abril de 2026, no Salão Dom Sílota, uma Mesa Redonda Científica dedicada à problemática da qualidade da água do Rio Revué, numa altura em que crescem as preocupações com a degradação ambiental na província de Manica.

O evento teve início com as notas de boas-vindas proferidas pela directora da Faculdade de Engenharia, Eng.ª Cornélia da Natividade Alberto Gafah, que, na sua intervenção, agradeceu a disponibilidade dos oradores e sublinhou a importância da realização de debates científicos em torno de temas que impactam directamente a sociedade, em particular no actual contexto ambiental da região. A responsável destacou ainda o papel da universidade na promoção do conhecimento e na busca de soluções sustentáveis para os desafios locais.

A sessão foi moderada pelo Eng. Marcos Francisco Ballat, que orientou os trabalhos e incentivou a participação activa do público, num ambiente marcado pela partilha de experiências e reflexão crítica.

Durante a mesa redonda, o Prof. Dr. Djabru Manuel apresentou uma comunicação centrada na qualidade da água do Rio Revué, abordando os principais desafios, riscos associados à poluição e possíveis estratégias de mitigação. Por sua vez, o Eng.o Alberto Jone trouxe à discussão o tema das alternativas de fitorremediação de águas contaminadas com metais pesados, destacando soluções baseadas no uso de plantas para a recuperação de ecossistemas degradados.

A pertinência dos temas debatidos foi amplamente reconhecida, tendo em conta o contexto actual da província de Manica, onde a actividade de garimpo tem vindo a intensificar-se, muitas vezes de forma informal e sem o devido controlo ambiental. Esta prática tem contribuído para a contaminação dos cursos de água com substâncias nocivas, como o mercúrio, afectando não só a qualidade da água, mas também a saúde das populações e os meios de subsistência das comunidades que dependem directamente dos rios.

Neste quadro, a Mesa Redonda Científica afirmou-se como um espaço relevante de diálogo entre a academia e a sociedade, reforçando a necessidade de acções concertadas entre instituições de ensino, autoridades e comunidades locais, com vista à adopção de práticas mais sustentáveis na exploração dos recursos naturais e à preservação dos ecossistemas hídricos.