
A Faculdade de Economia e Gestão (FEG) da Universidade Católica de Moçambique (UCM) e a Rádio Pax na Cidade da Beira estão preocupados com a pandemia do coronavírus que está a fustigar diversas latitudes, incluindo Moçambique. Daí que, as duas instituições, por sinal ambas pertencentes a Igreja Católica, firmaram uma parceira cujos objectivos visam contribuir para a divulgação de mensagens sobre a prevenção desta pandemia.
Com este propósito, as instituições estão a promover uma série de debates radiofónicos que visam analisar o impacto económico e social provocado por esta pandemia que deu lugar ao decreto de estado de emergência no nosso país.
O debate, cuja a primeira edição teve início neste domingo (7) na Rádio Pax, contou com a presença de convidados de luxo, tais como como o conceituado analista político, docente e investigador Frei Alfredo Manhiça, e o pesquisador da Faculdade de Economia e Gestão, Dr. Edson Nogueira, também membro do governo de Sofala.
Neste debate os académicos deram nota positiva ao Ehefe de Estado pela sua postura de prontidão em defesa dos ciadadãos moçambicanos decretando medidas de restrições e de prevenção.
Questionados sobre se a existência acelerada dos novos casos até aqui revelados pode ter lugar a implementação do lockdowm, todos comungam da ideia desnecessária desta medida, pelo facto de ser um país dependente das importações e exportções, no âmbito do PIB e apontam para a crise económica ja eminente no país e em particular na província.
Dados tornados públicos pelo governo indicam que cerca de trinta empresas na provincia de Sofala ja estão em situação lamentável onde cerca de centenas de trabalhadores já estão sem emprego.
Frei Manhiça apelou à soliedaridade dos colaboradores das empresas com vista a apoiar ao seu patronato a superar esta fase crítica, para futuramente exigir os seus direitos de recompensa.
O investigador Edson Nogueira defendeu que apesar do governo adoptar medidas ‘almofadas’’, tais como despesas com taxas e juros baixos, alívio no pagamento de dívidas pela banca, na factura de água e luz, alertou que essas medidas apoiam o “cidadão normal”, porém o sector empresarial carece de maior apoio agora e nos próximos tempos.
Texto e Imagem de: Carlos Xavier

