Domingo · 17 Dezembro 2017
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A iniciativa de uma “Universidade Católica de Moçambique” surgiu durante as Conversações de Paz, em Roma, entre a Frelimo e a Renamo. Para desbloquear o impasse em que se encontravam as conversações, em Junho de 1992, o Mediador, Dom Jaime Pedro Gonçalves, Arcebispo da Beira, lançou a ideia duma universidade católica de qualidade, cuja vocação consistiria na promoção da Paz e Reconciliação através da oferta de um ensino de qualidade a todos os jovens moçambicanos, sem distinção de raça, etnia, origem social ou confissão religiosa. A Igreja Católica de Moçambique assumia, desta forma, a responsabilidade de corrigir a injustiça estrutural da concentração das instituições de ensino e formação superior exclusivamente em Maputo, capital do País, com excepção duma pequena delegação da Universidade Pedagógica que já existia na Beira. No dia 4 de Outubro do mesmo ano, o Acordo de Paz foi assinado entre os dois antigos beligerantes. A UCM nascia, assim, ao serviço da paz e da reconciliação, e do compromisso institucional de eliminar uma das causas do conflito armado.

A Universidade Católica de Moçambique (UCM) foi fundada oficialmente em 1995 como uma instituição de ensino superior privada (cfr. Decreto n.º 43/95 de 14 de Setembro). É uma instituição da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) com sede na cidade da Beira, província de Sofala. É uma das primeiras universidades privadas do País e a primeira com sede fora da cidade de Maputo e a ministrar cursos superiores sem fins lucrativos.

No dia 10 de Agosto de 1996, abriu as suas portas com uma Faculdade de Economia e Gestão (FEG), na Beira, e uma Faculdade de Direito (FADIR), em Nampula. Seguiu-se uma Faculdade de Ciências de Educação, actualmente Faculdade de Educação e Comunicação (FEC) em Nampula (1998), a Faculdade de Agricultura (FAGRI) em Cuamba (1999), a Faculdade de Medicina, actualmente Faculdade de Ciências de Saúde (FCS), na Beira (2000), a Faculdade de Gestão de Turismo e Informática (FGTI) em Pemba (2002), o Centro de Ensino à Distância na Beira (2003) e a Faculdade de Engenharia (FENG), a mais recente, no Chimoio no ano 2009. Abriram, ainda, três delegações: uma em Tete (2008), outra em Quelimane (2009) e a terceira, de Informática, na Beira (2010).
Em 2011, o Conselho Universitário da UCM transformou a Delegação de Quelimane em Faculdade de Ciências Sociais e Políticas (FCSP), extinguiu a Delegação de Informática e criou uma Extensão em Lichinga.

A UCM possui também centros de investigação e consultoria em quase todas as províncias onde se encontra representada. Em Pemba: Centro de Investigação de Desenvolvimento Sustentável e Tecnológico (CIDST). Em Cuamba: Centro de Investigação Agrária e Desenvolvimento Sustentável (CIADS). Em Nampula: Centro de Investigação Konrad Adenauer (CIKA), Centro de Investigação e Desenvolvimento Comunitário (CIDC), Unidade de Aconselhamento Jurídico (UAJ). Em Tete: Centro de Investigação de Recursos Naturais e Desenvolvimento (CIRNDE). Em Chimoio: Centro de Investigação de Tecnologias e Desenvolvimento (CITED). Na Beira: Centro de Investigação em Gestão e Economia Aplicada (CIGEA), Centro Santo Agostinho, Centro de Investigação Geográfica (CIG), Centro de Investigação de Doenças Infecciosas (CIDI). O Instituto Integrado de Apoio à Investigação Científica (IIAIC), coordena as actividades destes centros.

Assim, a Universidade Católica de Moçambique prossegue na missão confiada pela Conferência Episcopal de Moçambique: formar pessoas competentes, responsáveis, prontas a responder aos diversos problemas intelectuais e sociais que a sociedade enfrenta constantemente. Actualmente, a UCM prepara graduados, não só ao nível de Licenciatura como de Mestrado, preparando-se para começar a oferecer o grau de Doutoramento em diversos campos profissionais. Alguns destes graduados são pessoas de relevo na vida cultural, política e civil do País. Isto faz com que a UCM seja uma grande instituição cultural ao serviço da pessoa na sua plenitude.