Quinta-feira · 14 Dezembro 2017
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Reitoria, Beira | 01.12.2017

Universidade Católica de Moçambique realiza seminário de capacitação em matéria de Saúde Sexual e Reprodutiva, HIV e SIDA

O Departamento Central de Saúde, Género e HIV/SIDA capacitou nos dias 11, 18 e 25 de Novembro de 2017 no centro de formação de Nazaré os seus colaboradores, o Corpo técnico-administrativo da Faculdade de Economia e Gestão, Faculdade de Ciências de Saúde e Centro de Ensino a Distancia da Universidade Católica de Moçambique, em matéria de saúde sexual e Reprodutiva, HIV e SIDA.
A cerimónia de abertura foi presidida pelo Vice-Reitor para área da Pastoral e Extensão Universitária (PEU) Prof. Doutor Padre Rafael Sapato, e contou com a presença da Assessora da PEU para Saúde, Género e HIV Dra. Maria Semedo, o oficial de Comunicação do Departamento Central de Saúde Dr. Pascoal Diomba, a Official de Fianças Dra. Ester Mariza Gonçalves, os Coordenadores dos departamentos de Saúde, Género e HIV da FEG, FCS e CED, Dr. Ruben Ulaia, Dr. Fabião Meque, Dra. Sónia Cuinhane.
No seu discurso de abertura o Vice-Reitor explicou que todos somos testemunhos que vivemos em tempos conturbados, marcados de muita violência, muita indiferença e muito pouca preocupação pelo outro. Cada um se preocupa mais com os seus problemas, suas insatisfações, esquecendo-se daquele que esta ao seu lado, precisa de um ombro amigo.
Dando continuidade, O vice-Reitor Rafael Sapato disse que muitas vezes temos tendência de achar que os nossos problemas são mais urgentes para resolver do que dos outros, facto que não edifica nem dignifica. Há que mudar esse modo actual de viver e conviver. Urge voltar as nossas raízes, aos nossos costumes ancestrais, onde qualquer acontecimento era suficiente para reunir a família, os amigos, para celebrar ou para partilhar e aliviar o sofrimento.
Ainda em torno do seu discurso o Vice-Reitor descreveu os séculos XX e o XXI, como eras atípicas pelo tipo e características dos fenómenos que ocorreram e continuam a ocorrer. As guerras as doenças e os vários conflitos entre tribos etnias e nações aumentaram de forma assustadora. A vida humana não está a ser respeitada e a morte esta banalizada. Nos hospitais e centros de saúde não há medicamentos para os doentes e quando morrem, os corpos têm sido abandonados pelos seus familiares.
Alguns doentes morrem por falta de amor, compaixão por parte dos seus semelhantes. O estigma e a discriminação praticados nas famílias e nos postos de trabalho, contra seus doentes, têm acelerado algumas mortes, agravando muitas vezes a situação de vulnerabilidade a que algumas estão votadas, aumentando da mesma forma o número de vítimas por aquela doença. - Frisou o Vice-Reitor.
Momento antes de terminar o seu discurso, o Vice-Reitor desejou que encontros do género se repitam mais vezes, onde faça uma reflexão à volta de alguns problemas que nos apoquentam nas nossas famílias, relacionados com a chamada doença do século vinte "HIV/SIDA".
Momentos antes de terminar, o Vice-Reitor disse que a SIDA não tem cura mas tem tratamento eficaz. Mesmo sendo seropositivo é sempre possível viver uma vida positiva e saudável, e seguir rigorosamente os conselhos dos que sabem sobre o assunto. SIDA não significa morte. Vamos todos dispor-nos a ouvir e aprender, para tratar melhor dos nossos parentes enfermos e de outros que precisem do nosso apoio e amor.
Ao terminar o Vice-Reitor chamou a todos para agir como família, tirando as suas dúvidas e preocupações que lhes tiram o sono e nos tornam seres infelizes. Como seres humanos, devemos nos ajudar mutuamente, aliviando o peso uns aos outros.

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